sábado, 27 de fevereiro de 2010
Relatoria FENEX
Relatoria GT de Comunicação
Capital é pioneira em garantir uso do nome social de travesti
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Mobilizações em defesa da Educação tomam cena nas Universidades da Califórnia
Os cortes afetam a quantidade de alunos por sala de aula e os salários e benefícios dos professores no K-12. Nas universidades há aumento nas mensalidades, corte de salas de aula, horário de funcionamento de bibliotecas, demissões de trabalhadores, redução de salários e direitos.
Ondas de mobilização
A primeira mobilização foi no dia 24 de setembro de 2009. Cerca de nove mil estudantes e trabalhadores paralisaram as atividades e fizeram atos e passeatas. O centro da mobilização foi a Universidade da Califórnia (principalmente o campus de Berkeley), mas também houve protestos em dois campus da Estadual.
No dia 24 de outubro houve um Encontro Estadual aberto em defesa da Educação Pública com cerca de 800 pessoas, o que é muito bom para os patamares locais. A segunda onda de mobilizações foi do dia 18 ao dia 20 de novembro. Houve greves, paralisações, protestos, ocupações. As principais foram em Los Angeles, Berkeley e Santa Cruz. Houve muitos confrontos com a polícia com ampla publicidade na imprensa local e nacional.
Agora está convocado um dia estadual de luta para o dia 4 de março de 2010. Tudo aponta para a ampliação do movimento: adesão de sindicatos, formação de comitês em todo o estado, etc. Foi feito um chamado nacional e internacional que deve fazer com que haja atividades conjuntas. Isto já ocorreu antes com protestos na Universidade do Texas, e em frente da embaixada americana em Viena, protesto este protagonizado pelos estudantes austríacos que ocupavam as dependências da Universidade em novembro passado. Para o dia 4 de março, uma federação estudantil japonesa chamada Zengakuren enviará representantes para participar das atividades.
A força do movimento teve algumas conquistas. Em Berkeley as bibliotecas foram reabertas por período integral. O governador Scharzenegger anunciou que ampliará o financiamento para dois sistemas de universidades públicas – UC e CSU – de 7% para 10% do orçamento estadual, retirando recursos do orçamento das prisões.
Até os reitores anunciaram que estão apoiando o dia 4 de março como dia de pressão sobre o governo estadual. Esta onda de mobilizações ocorre em um momento importante nos EUA no qual a percepção da crise econômica persiste e gera descontentamento em amplos setores da classe trabalhadora.
Diante desses acontecimentos e entendendo que a luta pela Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, a serviço da classe trabalhadora, é uma tarefa dos estudantes de todo Mundo, a ANEL se solidariza com os estudantes e trabalhadores da Califórnia e se soma nessa luta em defesa do direito a uma Educação Pública e de Qualidade. Força Companheiros!!!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
XIII CBAS: prazo para envio de trabalhos encerra em 28/02
A programação está definida e as vagas são limitadas. Garanta sua participação!
Reprodução do site www.cbas.com.br
Assistentes sociais e estudantes de Serviço Social de todo país já estão com a agenda marcada entre os dias 31 de julho a 05 de agosto de 2010. Isso porque nesta data acontece o maior evento do Serviço Social brasileiro, o XIII Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais. Esta edição, que será realizada em Brasília (DF), tem como tema central as Lutas sociais e exercício profissional no contexto da crise do capital: mediações e a consolidação do projeto ético-político do Serviço Social.
As inscrições já estão abertas e para quem vai participar enviando trabalhos, é melhor correr: o prazo final para envio dos mesmos termina dia 28 de fevereiro de 2010.
No CBAS, os trabalhos são apresentados oralmente ou em forma de pôster e podem ser uma sistematização do trabalho profissional, um relato de experiência, um resultado de pesquisa ou ainda uma reflexão teórica. Os temas são variados: Criança e Adolescente; idoso; Seguridade Social; Questão Urbana, Agrária e Meio Ambiente; Ética e Direitos Humanos; Raça, Etnia, Gênero e Orientação Sexual; Projeto ético-político profissional, trabalho e formação; Justiça, violência e segurança pública; Educação, Comunicação e Cultura; Espaços Socio-ocupacionais, Relações e Condições de Trabalho do/a assistente social; crise do Capital, Estado e Democracia; movimentos e lutas sociais e a organização política da classe trabalhadora; entre outros.
E a cada edição, o CBAS vem se fortalecendo não só pela sua natureza político-científica, cujos debates subsidiam a construção da agenda das entidades nacionais da categoria para o próximo triênio, mas também por ser um importante espaço de divulgação da produção científica e técnica da área do Serviço Social, através da apresentação de trabalhos e comunicações pelos profissionais e estudantes e do lançamento de livros.
Saiba como inscrever seu trabalho
Programação definida
Outra novidade sobre o XIII CBAS é que sua programação está praticamente definida. Nomes como Valério Arcary (IFET/SP), José Paulo Netto (UFRJ), Ana Elizabete Mota (UFPE), Marilda Iamamoto (UERJ), Maria Inês Bravo (UERJ), Maria Carmelita Yazbek (PUC/SP) e muitos outros estarão em mesas com temáticas variadas. Confira alguns desses temas:
* Lutas Sociais e Exercício Profissional no Contexto da Crise do Capital: Mediações e Consolidação do Projeto Ético Político Profissional;
* Sujeitos Políticos Coletivos na Sociedade Brasileira: resistência ao capitalismo;
* Tendências da Política Social no Contexto da Crise e Impactos para o Serviço Social;
* Feminismo, Marxismo e Serviço Social;
* Resistências e Lutas em Defesa da Qualidade na Formação e no Trabalho Profissional;
* Condições de Trabalho e Materialização do Projeto Ético-Político Profissional;
* Estado Penal, Criminalização da Pobreza e o Trabalho do/a Assistente Social;
* Homofobia, Racismo e Patriarcado na Sociabilidade Capitalista: a Superação do Preconceito como Desafio Ético Político ao Serviço Social;
* Organização Político-sindical da Classe Trabalhadora e Serviço Social;
* Demandas Contemporâneas e Polêmicas no Trabalho Profissional;
* Socialismo ou Barbárie: contradições, mediações e Serviço Social.
Isso tudo sem contar ainda com a intensa programação cultural do evento e as sessões temáticas para a apresentação de trabalhos.
Veja a programação completa do XIII CBAS
Não perca tempo e garanta sua inscrição. As vagas são limitadas!
Informações sobre valores de inscrição, local, hospedagem você encontra no site oficial do evento: www.cbas.com.br
Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação
Rafael Werkema - Assessor de Comunicação - JP/MG - 11732
comunicacao@cfess.org.br
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
DISCUTIR OPRESSOES É PRECISO!!!
Discutir opressões é preciso, infelizmente cada dia seja longe ou perto de nos temos vivenciado ou presenciado a situações de opressão!!
A situação abaixo e mais umas das provas que universidade que se deveria ser um espaço plural democrático que buscasse romper com tal "cultura" continua sendo um espaço de produção reprodução de ações opressoras.
Seja racismo , seja machismo ou seja homofobia como diversas ações que vemos na universidade, e URGENTE e necessário romper com isso e nos Movimento estudantil temos a obrigação de encampar a lutas no combate as opressões, na da mais pra ficar parada e continuara vendo as pessoas sendo oprimidas.
E por isso que a ENESSO faz um convite a construção coletiva de ações e que fomente a discussão através de debates e ações no cotidiano.
Rio de Janeiro, 30 de Novembro de 2009.
Carta aberta aos alunos da UERJ
No sábado por volta das 5:30 min. am, ao sair de uma festa na casa de uma amiga
Eu me distancie do grupo para ver se o ônibus estava vindo e ao me aproximar um dos colegas, me relatou que um dos meninos daquele grupo, Felipe do curso de engenharia me chamou de chipanzé em uma atitude altamente racista.
Indiguinada fui tirar satisfação com o preconceituoso que a principio negou o fato e partiu para cima de mim tentando me agredir, e o meu colega que denunciou o racismo foi apartar dizendo que o Felipe não poderia me agredir. Então na tentativa de pedir ajuda o mesmo colega ligou para a policia.
Um dos amigos do Felipe, João também do mesmo curso, chamou Ricardo de fofoqueiro, e o agrediu com um soco no rosto, iniciando uma briga que foi apartada por todos.
Enquanto aguardávamos a viatura policial que demorou cerca de 30 minutos, fomos abordados por um outro amigo do Felipe, do qual não me lembro o nome, mas sei que pertence ao CAENG (Centro Acadêmico de Engenharia) e do próprio DCE da UERJ, tentou contornar a situação me pedindo que para ir embora e esquecer o ocorrido. O rapaz ainda disse que não se lembrava de nada que tinha ocorrido, mesmo tendo ajudado a separar e a acalmar a situação. Como a patrulha estava demorando fomos até a cabine de policia que fica próximo a estação Maracanã do metrô para tentar fazer algum contato e relatar a denuncia. Com a chegada da viatura policial eu, um colega que havia feito a denuncia através do 190 e o Ricardo fomos que foi agredido, fomos encaminhados para a 18° D.P. que fica localizada na Praça da Bandeira. Na dita delegacia fomos informados pela delegada Drª. Rosângela que precisaríamos de mais dados como nome, RG, endereço dos denunciados para registrar a ocorrência, que seria praticamente impossível informar.
É da ciência de muitas pessoas que fatos como esse são comuns nas universidades e na sociedade. Porém, quando classifico como comum, não significa que esse ou outros atos preconceituosos de uma maneira geral, podem ser naturalizados e tratados como normais. Sei que sou uma voz e que preciso de muito mais que isso para provocar mudanças necessárias na sociedade, principalmente na questão racial. Que devido ao imaginário brasileiro da democracia entre raças que muitos acreditam existir, impede uma discussão de como tratar esses fatos quando acontece.
Minha luta não é somente contra um racista específico e sim contra o próprio racismo que precisa ser combatido com conscientização e educação para que Crimes, como esse de que fui vitima e muitas outras pessoas não ocorram mais.
Não espero estar só nesta luta que não somente fica no campo racial,mas também no indígenas, nordestinos, homossexuais, mulheres e de qualquer um que sofra preconceito neste país.
Para que essa luta seja objetiva, proponho junto as organizações de luta desta universidade e nas demais que façam seminários, discussões, campanhas e etc. que posso discutir um meio para combater esse e outros tipos de descriminações nesses espaços.
Dandara Jacqueline Matulino da Silva
Ao contrario de um chipanzé, sou negra, mulher, brasileira e tenho o meu valor!
Graduanda da Universidade Federal Fluminense do curso de Pedagogia e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro do curso de Serviço Social
